segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Profissão: Publicitário

Nós, publicitários, somos máquinas de criar sinônimos para uma mesma mensagem.

Lembro-me de quando ainda não sabia o que fazer da vida: Ser feliz ou ganhar dinheiro? Escolhi tentar fazer alguma diferença, mas ainda sim, não sabia qual caminho seguir. Atualmente, a gama de profissões disponíveis como opção, é muito grande, e se você for, na íntegra, realmente bom em seu ofício, você já estará fazendo alguma diferença. Porém, eu acreditava que as tardes brincando de Lego e desenhando como se não houvesse amanhã, não poderiam ter sido em vão, sim, eu escolhi fazer publicidade, não apenas por causa dessas brincadeiras do período matutino as quais eu me referi, mas porque gostava da ideia de contar uma mesma história de várias formas diferentes, adorava, portanto, tentar criar e usar a criatividade para alguma coisa. Isso me levou a questionar algo determinante para a minha decisão: Será que eu sou realmente criativo? Sim, porque para ser publicitário é preciso ser criativo, mas hoje percebo que isso não passa de um paradigma, não apenas porque a profissão no “âmbito” da publicidade e da propaganda oferece muitos setores onde a criatividade é escassa, mas porque conclui que todos nós temos um pouco de criatividade dentro da gente, basta exercitá-la para que ganhemos esse título de pessoa criativa, porém, como exercitá-la?

Muito se fala em repertório, assistir desde Rei Leão até O Dólar Furado, ler desde Veja até Atrevida, escutar desde AC/DC até Zeca Pagodinho e admirar desde Picasso até Banksy, e isso não é mentira, mas o que muitos dos profissionais da comunicação esquecem, é de analisar o que seus próprios colegas de trabalho produzem, não para copiá-los, quando encontrarem anúncios bem feitos, mas para saber o que realmente já foi feito de bom, e então, fazer algo ainda melhor, o que eu quero dizer, é que é nesse ponto que entra a inveja boa, a vontade instigante de ter feito aquele outdoor genial que você viu, mas não pensou.

Quando acabei o colégio, já sabia como responder a famosa pergunta: O que você vai ser quando crescer? Só não sabia como contar isso para os meus pais, sim, porque esses artistas da comunicação são vistos como vagabundos por muitos daqueles que não entendem do assunto, não que meus pais não compreendessem a profissão, mas eles tinham medo de eu não conseguir emprego, e para esses tipos de “questões”, hoje, eu já tenho algumas respostas.

Se seus amigos engenheiros acham que você, publicitário, não faz nada da vida, avise-os que quem vai conseguir fazer o carro de 200 mil reais que eles produzem, ser vendido por 2 milhões, somos nós; se seu sogro pensa que você, publicitário, não raciocina como um adulto, só porque escolheu essa profissão, conte-o que você tem que raciocinar não apenas como um adulto, mas como um idoso, uma criança, um jovem, um homem e uma mulher, todo dia; se seus pais tem medo de você se tornar um futuro desempregado por falta de espaço no mercado, contrarie-os, com educação, argumentando que, ao mesmo tempo em que muitas pessoas enxergam o ramo publicitário, como um cenário saturado, as empresas e agências tem dificuldade de encontrar bons profissionais, portanto, a disputa será entre você e você mesmo, e pode ter certeza, se conseguir vencer esse desafio, os espaços no mercado irão aparecer; e por fim, esqueça, sua avó nunca entenderá sua profissão.

Não, eu não acho que o mundo gira em torno dos publicitários, só acredito que a gente da uma bela força pra esse mesmo mundo girar.

0 comentários:

.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
Tecnologia do Blogger.
.
.
.
.
.
.

SEGUIDORES