segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Agora é a vez da Justiça…
Testemunhas,
suspeitos e acusados de decidir, preparar e consumar o brutal assassinato do
jornalista Décio Sá, em abril do ano passado, em um bar na Avenida Litorânea,
começarão a depor hoje na 1ª Vara do Tribunal do Júri de São Luís. Depois da
apuração, pela polícia, dos fatos que envolveram o caso, os responsáveis agora
terão de relatar suas versões à Justiça, para que em seguida elas sejam
avaliadas no julgamento que encerrará essa as providências contra essa
violência que marcou para sempre a história da imprensa do Maranhão.
O
jornalista Décio Sá, casado, pai de duas filhas, com uma trajetória brilhante
como repórter de O Estado e um nome consolidado como titular do mais lido e
mais influente blog mantido no Maranhão, foi assassinado de maneira brutal e
covarde. Encontrava-se em um bar, na Avenida Litorânea, conversava ao telefone
e preparava-se para jantar, quando foi covardemente executado por um matador de
aluguel.
Décio
Sá foi assassinado porque foi corajoso e exerceu o jornalismo com um grau de audácia
pouco visto na profissão. Sem agredir, mas com linguagem firme, não fazia
concessões quando tinha em mãos informações que revelassem desvios de dinheiro
público. Fez dessa linha de ação uma identidade jornalística, que lhe deu
respeito e prestígio, mas também atraiu a fúria dos bandidos que denunciava. As
ameaças, no entanto, não o intimidaram, porque ele manteve sua dignidade, sua
coragem e o seu senso jornalístico. Os bandidos não suportaram o peso das
denúncias e resolveram eliminar o jornalista que não conseguiram intimidar.
O
assassinato, negociado, programado, calculado e frio do jornalista chocou o
Maranhão e o Brasil. Primeiro pela brutalidade – tiros de pistola de grosso
calibre, arma de uso exclusivo da olícia -, pela covardia – foi atingido
primeiro pelas costas – e pela frieza do assassino. E depois pela revelação do
que estava por trás do assassinato: uma rede de agiotas que explorava
principalmente prefeitos corruptos e que estava incomodada com as revelações
publicada no blog pelo jornalista.
Além
do fato em si, chocou mais ainda a revelação de que os mandantes – os agiotas
José de Alencar Miranda e Gláucio Alencar, pai e filho – contrataram, por
intermédio de um bandido menor, conhecido como Júnior Bolinha, um matador que
começa a se notabilizar como um psicopata de frieza extrema, que tira vida por
dinheiro e por prazer. Todas as avaliações feitas até agora da personalidade de
Jhonatan de Sousa Silva, natural do Pará, o identificam como um assassino
extremamente frio, com traços que revelam sua personalidade de criminoso
consciente e que em alguns momentos debocha das vítimas.
A
eficiência da polícia, incentivada pela indignação da sociedade, resolveu o
caso mais rapidamente do que muitos imaginavam. Jhonatan se Sousa foi preso
numa operação de combate ao tráfico de drogas, mas acabou confessando ser o
assassino de Décio Sá. Seus depoimentos levaram aos mandantes, que foram
imediatamente presos. Agora, o caso chega à fase decisiva, quando a Justiça,
depois do trabalho da polícia, finalmente dirá a pena de cada um dos
envolvidos. Eles devem responder à sociedade por assassinato e agressão, já que
enriqueceram às custas do dinheiro público que deveria ter sido usado para
melhorar a vida dos cidadãos de municípios pobres.
Fonte: Editorial
do jornal O Estado do Maranhão
Marcadores:Dicas,Motivações
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