terça-feira, 9 de abril de 2013

VIGILÂNCIA SANITÁRIA interdita à fornecedora da Água Mineral Floratta


A unidade distribuidora da empresa de água mineral Floratta, que fica localizada na Avenida Mascarenhas de Moraes, São José de Ribamar, foi interditada nesta segunda-feira (8) pela Vigilância Sanitária Estadual. A medida foi adotada após vistoria ao local e embasada em um levantamento feito pelo laboratório de Química da Universidade Federal do Maranhão, que avaliou a qualidade da água mineral comercializada em São Luís.

No estudo, das cinco marcas analisadas, apenas a Floratta apresentou desconformidade nos parâmetros de qualidade. A quantidade de coliformes totais identificada foi quatro vezes maior que o limite permitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“A interdição se deu por motivos ligados a boas práticas de fabricação que não estão sendo realizadas pela empresa, o que inclui área física, procedimentos de produção, controles em processos e manipuladores”, explicou o superintendente de Vigilância Sanitária do Estado, Paulo Jessé Silva.

Segundo o superintendente da Vigilância Sanitária, tão logo a empresa se regularize, ela poderá voltar a funcionar. “A empresa está interditada, foi autuada e vai responder por um processo administrativo sanitário. Isso quer dizer que mesmo que ela se adeque às normas previstas pela Anvisa, ainda poderá ser multada”, concluiu.

Estudo

O levantamento da qualidade da água foi encomendado pela organização H2Ong ao Laboratório de Química da Universidade Federal do Maranhão, na semana passada.

No item que avalia a quantidade de coliformes totais, o tolerável seriam 2,2 NMP (sigla que significa Número Mais Provável) para cada 100 ml, mas o laudo da análise apontou 9,1 NMP/100 ml, o que sugere falha na higiene durante o processo de manipulação do produto. O laboratório realizou contraprovas em todas as amostras.

“A água mineral tem que estar isenta de qualquer substância que não sejam sais minerais e garantir ausência de risco à saúde da população.”, ponderou Milton Dias, ambientalista e presidente da H2Ong.

Em contato com a empresa Florata, o G1 foi informado que apenas o gerente, Raimundo Alves, estava autorizado a falar sobre o assunto. O telefone do gerente, no entanto, estava fora de área.



Fonte: G1/Maranhão

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