domingo, 13 de abril de 2014
41 maranhenses morreram de câncer de boca, há 205 novos casos
Você sabe qual
doença mata mais de quatro mil pessoas todo ano de forma silenciosa e, no
Maranhão, já vitimou 41 pessoas entre os anos de 2005 a 2010? O responsável por
esses números é o câncer de boca, um dos tipos que figuram na lista dos
cânceres de maior incidência no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de
Câncer (INCA).
Apesar dos dados
alarmantes da última pesquisa feita em 2012, quando foram registrados 14.170
novos casos entre homens e mulheres, o câncer de boca continua sendo uma doença
pouco conhecida entre os brasileiros. No Maranhão a estimativa é de 205 novos
casos por ano, segundo o Conselho Regional de Odontologia do Maranhão (CROMA).
Segundo a cirurgiã
Buco-maxilo-facial, Ingrid Sousa, os principais sintomas do câncer bucal são
silenciosos e indolores o que acaba sendo uma das doenças mais perigosas na
atualidade. Dentre os sinais encontrados no autoexame estão o aparecimento de
feridas na boca – que não doem e não cicatrizam em 15 dias; ulcerações
superficiais, manchas esbranquiçadas ou avermelhadas nos lábios; dificuldade de
falar, mastigar ou engolir; e emagrecimento acentuado. Nos casos mais avançados
existe a presença de caroços no pescoço.
Os dentistas também
alertam que existem alguns fatores que podem aumentar o risco de obter câncer
bucal, entre eles o tabagismo, exposição solar, alcoolismo, dieta pobre em
vitaminas e sais minerais, má higienização bucal, genética, imunodeficiência
(mau funcionamento do sistema imunológico), portadores de HIV, infecção por
papiloma vírus humano (HPV) e o vírus Epstein-Barr (EBV). “O câncer bucal é o
sétimo tipo de câncer mais comum no Brasil e o tratamento desta doença é
terrível e muito agressivo, pois as vezes é necessário a remoção do maxilar ou
outras deformações da face do paciente. Queremos alertar a população para esta
realidade. Quem for diagnosticado com algum desses sintomas será encaminhado
para o Hospital Geral para ser submetido a outros procedimentos que confirmem
ou não a doença”.
O diagnóstico do
câncer bucal precoce deve ser parte integrante tanto do exame médico quanto do
odontológico, pois a detecção precoce é fundamental. Os cânceres menores que 1
centímetro de diâmetro geralmente podem ser facilmente curados. Infelizmente, a
maioria dos cânceres orais só é diagnosticada após ter ocorrido a disseminação
para os linfonodos da região mandibular e do pescoço. Devido à detecção tardia,
25% dos cânceres bucais são fatais.
“A campanha tem o
objetivo de orientar a população e de mobilizar a odontologia nacional.
Trata-se de um esforço conjunto de diversas frentes odontológicas, como
entidades, empresas, cirurgiões-dentistas, em favor da promoção da saúde bucal,
que ainda é uma grande demanda da população. Temos testemunhado importantes
avanços no acesso ao cuidado odontológico, mas precisamos cuidar para que esses
avanços cheguem a todos os brasileiros, de maneira irrestrita”, defende o
presidente do CRO-MA, Marcos Pinheiro.
Além da campanha
preventiva ao Câncer de Boca, palestras científicas também estão na programação
do CRO-MA pela Semana da Odontologia, que acontece de 12 a 16 de Abril. Os
temas a serem discutidos são "Pacientes especiais em âmbito clínico e
hospitalar”; "Quando e como prescrever antibióticos em Odontologia";
"Biossegurança para TSB e ASB" e "Prontuário odontológico:
aspectos éticos e jurídicos".
De acordo com a
Organização Mundial da Saúde (OMS), 43% das mortes por câncer são causadas pelo
consumo de tabaco ou álcool, maus hábitos alimentares e de estilo de vida e
infecções. Os dados oficiais indicam que o câncer de boca é a 5ª sede anatômica
mais frequente nos homens e a 7ª nas mulheres.
O câncer bucal
ocorre mais frequentemente em homens, principalmente com mais de 40 anos de
idade. Fumo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas são os principais fatores
de risco. A doença atinge os lábios e a cavidade bucal, nas regiões da
bochecha, gengiva, céu da boca, língua e assoalho da boca.
Além da gravidade
da incidência do câncer bucal, o Brasil ainda sofre com uma série de outros
problemas bucais, como as cáries que atingem cerca de 56% das crianças com 12
anos.
Fonte: O Imparcial
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