sexta-feira, 18 de abril de 2014
BENÇÃO_01: A sexta-feira é santa?
Nessa época do ano
lembro-me com saudade dos tempos de menino. Na páscoa, não tínhamos ovos de
chocolate. Eram casquinhas de ovos de galinha recheadas de amendoim, misturado
com calda de açúcar. As casquinhas eram coletadas desde janeiro e coloridas com
tinta guache. Em casa ou na escola. Uma
caixinha de sapato, devidamente forrada e enfeitada ao redor com papel crepom
de diferentes cores, complementava o “ninho” onde os ovos eram guardados até o
domingo de páscoa.
Na sexta-feira
“santa” havia uma espécie de silêncio reverenciando o dia. As pessoas falavam
baixo. Não se ouviam gritos, fogos ou ruídos altos. Lembro-me de um incidente
curioso que aconteceu no final da década de 1980, em minha pequena cidade.
Iríamos comemorar no sábado o aniversário de nosso programa radiofônico “A Voz da
Mocidade” com a presença ilustre de Sonete, Williams Costa Jr., Flávio Santos e
Eclair. Na sexta-feira santa chovia bastante. Decidimos gravar um convite e
usá-lo em carro de som, circulando pelas ruas da cidade e arredores. Em um
vilarejo próximo, porém, o carro quase foi apedrejado por estar fazendo
“barulho em um dia santo”.
Não sei até que
ponto essa reverência à sexta-feira santa continua sendo observada, hoje. Os
anos passam e os costumes arraigados vão sendo, paulatinamente,
abandonados. Agora pouco fui ao mercado.
Estava lotado. A maioria preocupada em encher seus carrinhos com os ovos de
chocolate. O açougue tinha a fila mais longa. E não era carne de peixe que
procuravam…
Jesus morreu, como
um cordeiro pascal, em uma sexta-feira. Descansou na sepultura no sábado e
ressuscitou na madrugada do primeiro dia da semana. Está na Bíblia! Alguns tentam sacralizar um
ou outro dia. “A sexta é mais importante: foi o dia em que Ele deu a vida”,
dizem alguns. “Não. É o domingo, pois Ele ressuscitou nesse dia”, argumentam
outros.
Graças a Deus por
ter enviado Seu Filho Unigênito ao mundo para nos oferecer, gratuitamente, o
perdão dos pecados e a vida eterna para todos aqueles que crerem em tão
incomparável gesto de amor!
Não precisamos,
porém, perder tempo com discussões relacionadas a sacralização da sexta ou do
domingo. Lá no começo do mundo Deus separou o sábado como dia de repouso,
comunhão e comemoração da criação. Anos depois, promulgou essa decisão na lei
dos mandamentos em Êxodo, capítulo 20. Após a crucifixão e sepultamento de
Jesus, ao entardecer da sexta, “no sábado descansaram, segundo mandamento”
(Lucas 23:56). E assim continuaram procedendo os primeiros cristãos anos após a ressurreição,
como esclarecem outros textos bíblicos ( Atos 13:42,45; 15:21; 16:13; 17:1 e 2;
18:4, Apocalipse 1:10; Isaías 66:23 …)
O principal significado
para “santo”, na Bíblia, é “separado”. O que Deus separa para um fim ou
finalidade sagrado é santo. E é exatamente assim que devemos proceder com o dia
que Ele escolheu: o sábado. Foi Ele quem separou!
A sexta-feira
“santa”, ou qualquer outro dia da semana, deve ser um dia de reflexão diante do
inexplicável gesto de amor por parte do Criador em oferecer o que de melhor
tinha para resgatar a humanidade escravizada por satanás. Não fizemos nada por merecer. Pelo contrário,
zombamos, escarnecemos, batemos nEle, cuspimos na Sua cara, pregamos mãos e pés
no madeiro da cruz; com raiva apertamos em Sua cabeça a coroa de espinhos…
Mesmo assim Ele nos perdoa, nos ama e nos espera de braços abertos! Todos os
dias.
Amilton Menezes!
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